quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Das Doenças


DAS DOENÇAS (Satisfação aos queridos amigos)

Para elas não há domingos, feriados, Natal ou Ano Novo. Aparecem sorrateiramente, atingindo a todos nós e permanecem quando menos se esperam, obrigando-nos a tratá-las, com sofrimento, diminuindo o ritmo de atividade, a fim de aumentar a longevidade com saúde.

Mesmo com cuidados periódicos, surge uma anomalia do nada, uma ou mais células fora de controle, se instalando como enfermidade no nosso maravilhoso corpo.

Mesmo sendo um texto pessoal, ao publicá-lo, espero ser útil para muita gente.

Novamente estou envolvido com novo problema de saúde, agora com a detecção de um câncer na próstata. Está bem que é um problema recorrente inevitável da idade, mas que quando nos acomete, exige cuidado e atenção, pois pode ter consequências e sequelas complicadas.

O estigma em relação à própria palavra câncer e a doença em si, já diminuiu muito graças as campanhas públicas de prevenção e ao tratamento que evoluiu bastante, pela grande incidência desse tipo de câncer em homens e de mama nas mulheres.

Das alternativas apresentadas pelos urologistas, cirurgia ou radioterapia, ficou definida a segunda, pois a primeira aumentaria o risco pela idade (sempre ela).

Os médicos e os amigos que já passaram por isso procuram me tranquilizar, mas sempre é um tratamento que causa apreensão, desconforto e leva tempo. Em torno de 6 meses, se tudo correr bem.

Está previsto seu início para agora em dezembro com a aplicação de injeção para diminuir a testosterona, destinada a dar combate inicial as células cancerosas, dar maior eficácia à radioterapia e ainda diminuir o volume da próstata.

A outra injeção está prevista para marco/2020 após as sessões de radioterapia.

Como consequências ou sequelas da injeção sentirei cansaço, calor, diminuição ou perda da libido. Parece que ela aumenta nosso lado feminino.

A radioterapia está prevista em 38 sessões diárias de 2ª. a 6ª. feira, com pausas nos fins de semana, a começar em janeiro.

Felizmente não preciso de quimioterapia, pois os exames de cintilografia e tomografia não revelaram metástase.

As chances de cura são superiores a 90%, segundo as estatísticas, dependendo do caso e do paciente. Estou otimista, já que confio na Prevent Senior, meu convenio, em São Paulo, que utiliza os melhores profissionais e equipamentos e instalações modernas, seguindo os protocolos do Ministério da Saúde.

Não sei como seria se ainda tivesse em São Vicente e sem plano de saúde.

Situação posta, luta a ser enfrentada. Vamos que vamos. Obrigado pelo apoio.


As Cidades estão todas iguais/


AS CIDADES ESTÃO TODAS IGUAIS?
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Todas as metrópoles e cidades grandes, fruto do fenômeno da globalização, acabaram por apresentar uma parte considerável do seu território com uma impressionante uniformização no aspecto visual da sua paisagem urbana.

Não precisa ser muito observador para comprovar essa afirmação na estrutura urbana de São Paulo, por exemplo, composta pela maioria das principais vias comerciais da nossa cidade. Minhas andanças paulistanas, como um curioso e interessado nas questões urbanas corrobora essa assertiva.

Pelo menos do ponto de vista da ocupação dos seus pontos comerciais e de alguns serviços locais, nas várias regiões da cidade, há uma uniformização impressionante, com sutis diferenças, manifesta pela presença e a padronização dos seus elementos de identificação e comunicação.

Excetuando algumas ruas diferenciadas de comercio especializado ou sofisticado, como Ocar Freire, São Caetano, Florêncio de Abreu, dificilmente você diferencia se está na Avenida Jabaquara, na Avenida Penha de França, na rua São Bento, rua Voluntários da Pátria, Rua 12 de Outubro, entre outras.

São sempre os mesmos estabelecimentos: Mc Donalds, Pizza Hut, Drogasil, Raia, Bradesco, Itaú, Santander, Casas Bahia, Marisa, Pao de Açucar, Casa do Pão de Queijo, Pernambucanas, .Havaianas, Dr.Consulta, Toyota, VW, Igreja Universal, Kalunga, Shell, Petrobras, a ocupar nossas vias principais.

Nota-se, porém, lamentavelmente, a falta de livrarias, equipamentos culturais e de lazer, áreas verdes, mas sobram farmácias e drogarias, como marca registrada de uma cidade doente com habitantes idem.

Hoje até a maioria dos edifícios corporativos das cidades globais guardam bastante semelhança, pois tem a mesma linguagem arquitetônica, na volumetria, no emprego dos materiais de construção e acabamento, contribuindo assim para confundir uma cidade com outra.

Complementarmente isso vale também para a sinalização urbana das vias, o posteamento, a balburdia da fiação, os pontos de ônibus, as bancas de jornais, algum mobiliário urbano quando existe, que são padronizados, o que contribui bastante para essa uniformização. Excetuam as linhas de ônibus e de metro que, pelo menos, tem cores e números diferentes.

Curioso observar que também as pessoas que circulam pelas cidades guardam uma certa semelhança, mesmo que seja por modismos. Os executivos com seus ternos e gravatas quase iguais; os demais funcionários, como robôs. exibindo seus crachás pendurados. Os demais transeuntes se comportam e se trajam de forma mais descontraída, tem cabelos revoltos e coloridos, tatuam o corpo inteiro e falam uma língua própria, principalmente os jovens. Mas também estão muito parecidos.

Todos, sem exceção, não largam o respectivo celular, talvez o objeto que une todas as pessoas do planeta.

Até na onda repressão aos protestos por liberdade e melhores condições de vida, que toma conta do mundo, as cidades estão se parecendo; prevalece a violência policial contra  manifestantes indefesos, como num sinistro balé orquestrado, oriundo de uma mentalidade militar unificada.

Parece que você está sempre no mesmo lugar da terra.  Que é redonda, diga-se de passagem.

Numa cacofonia e poluição visual, as identificações e comunicações desses estabelecimentos das redes são expressos com bastante  agressividade, através dos seus luminosos, logotipos, cores e toda sorte de apelo publicitário, disputando o olhar e a atenção do consumidor, sacrificando e escondendo os edifícios e a identidade do lugar.

Essas grandes redes e cadeias de varejo e serviços, como os supermercados, os shopping centers, escolas, igrejas, consultórios, agências bancárias, fast foods, drogarias, barbers-shop, padarias, postos abastecimento, lojas de eletrônicos, de informática, pastelarias e demais estabelecimentos traduzem esse macaquice cultural de terem seus nomes escritos em inglês, como se isso refletisse alguma qualidade inerente.

Raramente sobrevivem os pequenos comerciantes locais, aquele saudoso mercadinho da caderneta, o açougue, a mercearia, a quitanda, o sapateiro, o bar da esquina, que foram sufocados pelas grandes corporações nacionais e internacionais.

O limite dessa situação de conformidade globalizada, talvez seja um passeio por qualquer shopping center para se sentir assim, como se tivesse em qualquer cidade do mundo.  Ele é estruturado em um labirinto deliberado, com escadas rolantes desencontradas, composto por um mix de lojas das grifes globais mais famosas, praças de alimentação, cinemas, etc, transformados em templos sagrados do consumo moderno.

Nesses shoppings tem presenças garantidas: Lacoste, Occitane, Le Lis Blanc, Le Postiche, M.Officer, Natura,Nexpresso, Outback, Havana, Vivara, Vila Romana, Vivo, Zara, Zelo, Renner, Julio Okubo, Intimissimi, Sansung, Aple, Crawford, e todas as existentes nas praças de alimentação como Mc Donalds, Almanara, Andiamo, Pizza Hut, Spoleto, Viena, Vivenda do Camarão, Starbucks, além dos Caixas eletrônicos e alguns serviços.

Permanecemos atônitos, desorientados, catatônicos até, em função dessa verdadeira doutrinação cultural e lavagem cerebral a que estão sujeitas nossas cidades e nós como seus habitantes. 
  
Nesse mundo urbano globalizado e homogeneizado, é possível mudar esse Quadro comum das nossas cidades?

Tarefa complexa, que deve passar por mudanças de comportamento social em termos das formas e febre de consumo, de sustentabilidade, de uma consciência ecológica, de avanços tecnológicos etc.

Talvez com a adoção de políticas públicas que visem resgatar, valorizar e reforçar as características físicas e humanas, próprias e identificadoras de cada cidade em particular, em termos visuais, geográficos, culturais, artísticos, turísticos, gastronômicos etc.

No nosso caso brasileiro estas medidas deveriam ser precedidas pela solução das suas questões de infraestrutura urbana básica, ligadas ao uso do solo, saneamento, habitação, mobilidade e segurança, através do planejamento, execução e gestão, comprometidas prioritariamente com o interesse público.

Desejos e anseios de um arquiteto urbanista brasileiro, sonhando alto.




Arte de Escrever


REFLEXÕES 6 / A ARTE DE ESCREVER

Escrever, para mim, é um ato de libertação.

Assim como desenhar, pintar, falar, cozinhar plantar, tocar um instrumento musical, a escrita nos liberta da solidão, da angústia, do mal de Alzheimer e tantas outros estados da alma, fazendo-nos viajar na imaginação, na criatividade e no sonho de uma vida melhor.

Escrever é um ato pessoal e solitário, que nos permite expressar nossa visão de mundo, através de ideias, sentimentos, inquietações, reflexões. conhecimento, experiencia, de modo a transmitir, provocar e despertar sentimentos, emoções, dúvidas, conhecimento, até abalos, naqueles que nos leem.

Escrever é contar estórias, história, fatos culturais e científicos, acontecimentos, eventos, é registrar a memória individual e coletiva, cantar o amor e a frustração, o sucesso e a tragédia, é polemizar sobre ideias e assuntos vários e tudo mais que diz respeito a experiencia humana.

Diferentemente da imagem fotográfica, a escrita nos obriga o exercício da imaginação, da interpretação, do devaneio, tão importantes na construção e manutenção da saúde mental.
Acho que quem me despertou para o prazer da leitura e da escrita, além da base do Estadual da Penha, foi um professor do cursinho Anglo Latino, chamado Hildebrando Afonso de André, lá pelos idos de 1988, forçado um pouco pelo terror do vestibular.

Ia às suas boas aulas no sábado as 7.30 hs da manhã, na rua Tamandaré na Aclimação, saindo do Cangaiba onde morava. Fui feliz nesse vestibular onde caiu para fazer a análise sintática do trecho do Gigante Adamastor, dos Lusíadas de Camões. Olhem como era o vestibular naquela época.

Escrever sem obrigação é uma dádiva, um privilégio, um prazer, principalmente para quem já foi forçado a escrever relatórios profissionais, trabalhos acadêmicos, planos diretores e de metas, memoriais e planilhas, além de outras chatices promocionais mentirosas.

Porém, não é preciso ser erudito, pedante ou arrogante para escrever e se comunicar bem; basta procurar ser simples ao transmitir uma mensagem ou ideia. Veja o absurdo que é a linguagem jurídica, que quanto mais empolada, hermética, e onanista mental, mais causa enfado. Há outras igualmente, como os laudos médicos ou análises econômicas, que apesar da devidas justificativas técnicas, procuram esconder ou camuflar a verdade. São chatas igualmente.

Mas não se engane, como qualquer arte, escrever não é uma empreitada fácil, pois exige treino, tempo, pesquisa, observação, dedicação, disciplina e aplicação.
Quantas horas diárias de ensaio não são necessárias para aprender a tocar e dominar um instrumento musical? Escrever é parecido.

Dificilmente um texto sai de uma sentada só; há muitas idas e vindas, rascunhos, edições e revisões para se transmitir a ideia exata do que se quer. Isso é recorrente em praticamente todos os autores consagrados.

Para escrever bem é preciso ler tudo e todos, prosa e verso, crônicas e biografias, clássicos e contemporâneos, nacionais e estrangeiros, sem preconceitos. De cada um se acrescenta um pouco. Veríssimos, Saramago, Amado, Milton Hatoum, Chico Buarque, Borges, Neruda, Fernanda Young, Fernanda Torres, Vinicius, Eduardo Gianetti, Laurentino Gomes Yuval Harari, e infindáveis outros autores que fazem parte obrigatória na trilha do aprendizado literário e humano.

Além de pesquisar, para adquirir vocabulário, forma, estilo, é fundamental reverenciar a PALAVRA em toda a sua plenitude e significado, respeitar a gramática, a ortografia, a concordância, a clareza, sem mutilá-la com cortes, abreviações e outras aberrações, tão em voga na atual escrita eletrônica, que me provocam urticaria e ojeriza.

Praticar e defender o texto escrito é um ato de resistência e permanência, face a crescente substituição do livro impresso pelas mídias eletrônicas e a proliferação das fake News.

Praticar o texto escrito também é um ato revolucionário, enquanto destinado a alfabetizar pessoas; principalmente em nosso país, onde muitos ainda não conseguem ler seu próprio nome e as palavras básicas, quanto mais escrever o necessário para sua própria sobrevivência.

Vocês que sabem e podem, escrevam mais, sem compromisso, pois escrever também é viver, como diria um poeta qualquer.

Vida longa ao texto escrito, honesto e sensível.

VIVA A ESCRITA

Edison Eloy de Souza / dezembro 2019


sexta-feira, 27 de maio de 2016

NOVO LIVRO: AS FORMAS ARQUITETÔNICAS E SUAS GEOMETRIAS


Caros amigos.
É com grande satisfação e orgulho que apresento a capa do meu novo livro, recém lançado, que trata da construção das Formas Arquitetônicas a partir da aplicação dos postulados e princípios da Geometria.
Além de considerações teóricas, naturais de um trabalho acadêmico, são analisadas 100 (cem) obras de Arquitetura modernas e contemporâneas, do mundo inteiro, sob o ponto de vista das suas geometrias, tanto clássicas euclidianas, quanto as novas como Topológicas, Fractais e Biônicas.
Trata-se da minha dissertação de mestrado, realizada em 2007 na Universidade São Judas Tadeu, de São Paulo, orientada pelo querido amigo Yopanan, eminente engenheiro do cálculo e do ensino das estruturas, e tendo na banca outra querida amiga Marta Bogea, a quem agradeço e divido os parabéns.
Ele é dirigido aos profissionais da Arquitetura e Engenharia e aos estudantes que se interessam particularmente pelas questões ligadas à viabilização das formas concebidas em projetos das edificações em geral.
Ele foi editado na Alemanha, pelo NEA Editores, marca comercial da OMniscriptum GMbH&Co.KG, escrito em português, com 585 páginas, em formato 14cm x 21cm, em preto e branco.
Ele foi lançado somente pela internet e é vendido pelo sistema sob demanda, que significa que somente será impresso, na quantidade desejada, após sua encomenda e compra pela rede. Isso quer dizer que não há venda física nas livrarias.
O acesso às vendas pode ser feito no endereço abaixo.
Agradeço a acolhida.



segunda-feira, 4 de maio de 2015

CAU / SP UM NOVO DESAFIO


Quando achava que já havia contribuído plenamente para a profissão de arquiteto e urbanista eis que surge uma nova oportunidade, um novo desafio, representado pelo convite de assumir a Gerencia Regional do CAU/SP em Santos em toda a baixada
.
Abracei essa nova empreitada com grande expectativa e entusiasmo por representar um reconhecimento e um coroamento de uma trajetória profissional repleta de desafios e conquistas, desde os longínquos 50 anos da minha formatura na FAUUSP.

Aceitei por me sentir preparado e motivado para continuar a levar nossas bandeiras pelo reconhecimento da Arquitetura e Urbanismo brasileiros de forma autônoma, independente num Conselho próprio, fruto de uma luta histórica da qual participei.

Sempre estive ao lado dos colegas que empreenderam essa luta, seja no IAB, seja do Sindicato dos Arquitetos ou nas permanentes comissões de trabalho ligadas ao tema.

O novo desafio é grande a começar pela falta de reconhecimento da sociedade brasileira em geral da importância do trabalho do arquiteto e urbanista, corroborada pela falta de uma cultura política atrasada que não vê no planejamento urbano e no projeto como instrumentos importantes para a melhor qualidade de vida nas nossas cidades e nossos espaços.

A Arquitetura e o Urbanismo têm uma clara formação humanística e artística que a distingue das demais profissões técnicas, que além de se preocupar com as questões funcionais e dimensionais, as transcendem ao agregar valores históricos, sociológicos, emocionais, etc.

Nos arquitetos, somos preparados para trabalhar o espaço construído, desde a sua concepção elaboração e desenvolvimento, seja na escala urbana ou nos interiores e exteriores das nossas edificações.

É essa condição que garante ao Arquiteto e Urbanista uma extensa faixa de trabalho ÚNICA E EXCLUSIVA, derivada da sua longa formação de disciplinas técnicas e humanas.

Não somos contra nenhuma outra atividade profissional que venha concorrer positivamente para a execução do complexo trabalho multidisciplinar inerente ao ato de construir nossos edifícios e cidades.

Somos sim a favor de um exercício profissional de qualidade e responsável, com boas práticas que preservem a individualidade das profissões e das suas atribuições especificas, oriundas do ensino e da formação.

Lamentavelmente ainda permanecem nos nossas entidades e Conselhos, alguns dos velhos resquícios burocráticos e corporativos, além da questão do sombreamento profissional que, diferentemente do dia a dia da  atuação real, criam disputas políticas profissionais estéreis e que atrapalham a defesa saudável da Arquitetura e Engenharia nacionais de reconhecidas qualidades em nível internacional.

Sabemos que ainda temos um longo caminho político pela frente na divulgação do papel do novo Conselho, de convencimento dos prefeitos e vereadores da importância do cumprimento da nossa legislação, em visitas e palestras às Instituições de Ensino e da sociedade em geral para ganharmos visibilidade e credibilidade.

Sabemos também que devemos continuar lutando em benefício da valorização da Arquitetura, do Urbanismo e do Ensino, apesar das dificuldades apresentadas e de contarmos com uma pequena estrutura oficial e ainda do número reduzido de profissionais em relação aos enormes desafios urbanos e de habitação brasileiros.

Mas estamos confiantes na tarefa.

Arquiteto Edison Eloy de Souza

Gerente da Regional de Santos e Região

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

CARENCIAS ETICAS E MORAIS VIGENTES


Temos assistido na nossa cena politica, em todos os níveis, comportamentos antiéticos e imorais que ferem e comprometem todos os pressupostos da democracia, da liberdade, da justiça social, da participação cidadã, consagrados em nossa Constituição.
Tentemos explicitar, resumidamente nossos principais problemas e mazelas, na forma de quase um decálogo de como praticar a Boa Politica, refrescando alguns conceitos básicos, pouco lembrados.
Sonho talvez? Mas um belo sonho.
O QUE ESTA FALTANDO NA NOSSA POLITICA
- Ética que é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do comportamento humano, ao tentar explicar as regras morais de forma racional, fundamentada, cientifica e teórica. É uma reflexão sobre a moral.
- Moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente por cada cidadão. Essas regras orientam cada individuo, norteando suas ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mal.
- Competência é a capacidade de mobilizar conhecimentos, valores e decisões no sentido de agir de modo adequado e pertinente numa determinada situação.
- Espirito público é aquilo que deveria prevalecer sobre os interesses pessoais ou privados.
- Aptidão para o Cargo: Adquirir capacidades e competências prévias para exercer o mandato.
- Responsabilidade: Para responder pelos seus atos e da equipe chefiada.
- Habilidade Politica: Estar preparado e ter traquejo para enfrentar as situações adversas.
- Liderança: Capacidade de liderar, de conduzir equipes e projetos.
- Compromisso é a obrigação assumida durante a campanha e que deve ser mantida durante o mandato.
- Plano de Governo com as diretrizes, objetivos e metas para sua realização, caso eleito.
- Administração / Gestão: Ato de gerenciar o patrimônio, os recursos públicos, o pessoal voltados a objetivos e metas de interesse coletivo.
- Planejamento é uma poderosa ferramenta técnica e administrativa, que possibilita levantar dados, traçar objetivos, antever a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro, o tramite adequado, o orçamento previsto, seu acompanhamento e avaliação.
- Projetos necessários para viabilizar o Planejamento e o Plano de Governo, e para evitar as improvisações e surpresas.
- Vergonha na Cara: Talvez a pedra de toque que deveria presidir qualquer  atividade politica. Sem ela sobra a desfaçatez, o roubo, a mentira, o engodo.
Se por um lado citamos as faltas mais gerais da atividade politica, vamos elencar algumas mazelas que estão sobrando entre nossos políticos.
O QUE ESTA SOBRANDO NA NOSSA POLITICA
- Incompetência administrativa que está ligada ao loteamento dos cargos, principalmente técnicos, por critérios partidários e não por capacidade e mérito.
- Apagão de gestão. É o que assiste regularmente com as desculpas de praxe: Herança maldita, Falta de recursos, maquina inchada, etc.
- Populismo: Talvez uma das nossas maiores pragas, que significa enganar a população com promessas ilusórias e inexequíveis.
- Patrimonialismo é o estado que estabelece a confusão deliberada entre o publico e privado, desde os tempos coloniais, como um câncer. Se gasta ou apropria-se das coisas publicas (do estado) como se fossem propriedade particular.
- Retorica usada nunca no bom sentido, mas sim para convencer através de  falsas promessas e ilusões.
- Demagogia que é a arte de enganar o povo inculto com argumentos apelativos, emocionais e irracionais para assumir o poder.
- Feudos: Tanto locais e regionais ainda prevalecem os “donos” de inúmeras regiões e territórios, como herança do período colonial.
- Improvisação: Por falta de planejamento e previsão ainda prevalecem as emergências e gambiarras de sempre, onerando os custos e atrasando as obras e serviços públicos.
- Empulhação pregando mentiras, fazendo trapaças para enganar.
- Cultura do medo e do revanchismo: Pregação de um discurso que amedronta e ameaça as pessoas, que tolhe as suas iniciativas e as estimula a buscar a vingança.
- Tributação: Somos massacrados por um sem numero de impostos e tributos, diretos e indiretos, sem o correspondente retorno nos serviços sociais.
- Corrupção que é o ato de oferecer ou receber vantagem indevida numa transação. Como vemos no noticiário a corrupção esta impregnada em nosso tecido social.
- Desigualdade é a diferença entre os mais ricos e os mais pobres do planeta. Também pode ser considerada outra das grandes mazelas nacionais e mundiais. Como pode 5% da população global reter 50% da sua renda?
Se você cidadão esbarrar em qualquer dessas situações em sua cidade, não é mera coincidência; Elas são bastante corriqueiras e estão esparramadas por todo o nosso território, impregnando nossa cultura politica.
Se, por outro lado, você é politico ou pretende ser, faca o teste passando os pontos apresentados e veja se você é aprovado.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

PROJETOS URBANOS EM BOA VISTA / RORAIMA


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            Vista geral da Urbanização
Graças à experiência no trabalho de implantação da cidade de Palmas, Tocantins, fui convidado, em meados de 2008, a elaborar um novo Plano de Urbanização junto à cidade de Boa Vista, capital de Roraima, no extremo norte do Brasil.
Tratava-se de uma extensa área, em torno de 1.800 hectares, parcialmente inundável, situada à margem esquerda do Rio Branco, no lado oposto à capital Boa Vista.
Apesar da magnitude do projeto em termos de área, de infraestrutura, serviços e de população prevista, tratava-se de um empreendimento particular, de um grupo de investidores suíços, proprietários da área.
Trabalho muito complexo, que exigiu proposta de ampla equipe multidisciplinar, bastante oneroso, varias idas à Boa Vista, coordenação de inúmeras reuniões, cerca de um ano de dedicação inicial, pesquisas legais, levantamentos de campo e providencias de praxe neste tipo de projeto.
Tudo começou com o lançamento de um loteamento mal sucedido em termos de projeto, que apresentou problemas gerais de traçado, inundações, etc.;
Avançou pelo convencimento aos proprietários de  que o trabalho deveria ser mais abrangente, incluindo uma infraestrutura mais geral em termos viários, de serviços e equipamentos urbanos, numa tentativa de salvar o empreendimento deficiente.
O cliente recusou a proposta global, mas autorizou nossa colaboração na forma da produção da coordenação e produção de elementos e produtos para encaminhamento dos trabalhos.
Assim foram feitos levantamentos físicos (aerofotogramétricos, hídricos, geológicos), analises legais, de viabilidade econômico-financeira, etc. que balizaram as soluções urbanísticas apresentadas em vários seminários.
O desafio inicial foi criar um sistema viário articulado com a única ligação por Ponte à capital Boa Vista na margem direita do Rio Branco e a Rodovia Federal BR 401, que vai em direção à cidade de Bonfim, distante a 120 quilômetros, que faz divisa com a Guiana Inglesa.
Afora o sistema viário era preciso inicialmente sanear a área, bastante inundável e criar um plano diretor capaz de estrutura-la e zoneá-la com as necessidades básicas de equipamentos, serviços e utilidades para uma população estimada em torno de 70.000 moradores.
Assim foram produzidos inúmeros desenhos, que reproduzimos em parte, a fim de disciplinar inicialmente sua infraestrutura, o zoneamento das suas áreas principais, delimitando um triangulo central, com centro administrativo, cultural, de serviços e de lazer nos seus vértices.
Ao longo dos lados desse triangulo iriam de desenvolver as diversas superquadras: residenciais, comerciais e de serviços, segundo projetos de micro parcelamentos específicos, cujos desenhos podem também ser vistos nesta postagem.
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A topografia é quase plana, com pequenas ondulações é composta de inúmeros rios, riachos e lagos, meio ambiente que  determinou o desenho das quadras, tentando preservar o máximo possível, articulando o sistema viário e garantindo o funcionamento das mesmas.
Nelas estão previstos, alem do sistema viário, todos os equipamentos sociais, como comercio, escolas, cultos, serviços, áreas de lazer, necessários ao cotidiano dos moradores.
A menos da quadra residencial existente, que procuramos recuperar em nível de detalhamento, todos os desenhos ficaram na fase de estudos preliminares, conforme se pode ver nos desenhos apresentados.
Infelizmente o trabalho foi interrompido em 2009, não podendo ser concluído.